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Conversão para o Amor, para a Caridade e para o Serviço

Hoje, dia 20 de janeiro, dia de S. Sebastião, a Ordem Hospitaleira recorda o momento da Conversão de S. João de Deus. Esta conversão não foi uma mera epifania emocional, foi uma reorientação total do trajeto da sua vida para o amor, para a caridade e para o serviço. João procurou a orientação espiritual do Mestre João de Ávila, que também se tornou Santo e, começou a viver uma vida de profunda oração, piedade e ação.

O seu empenho em servir os pobres, os doentes e os marginalizados foi imediato e inabalável.

Sobre este importante acontecimento partilhamos o que escreveu o Ir. Gabriele Russotto:

«“No dia da festa do Mártir S. Sebastião” – assim escreve o primeiro biógrafo - “uma cerimónia solene foi celebrada na cidade de Granada na Ermida dos Mártires, situada na parte mais alta da cidade, do lado oposto a Alhambra”. (…).

Uma multidão enorme acorreu a esse local por ocasião do bendito Mártir. O pio vendedor de livros da Porta Elvira também aí foi nesse dia. Era pregador “um excelente homem, mestre em Teologia, conhecido como Mestre Ávila, que tinha uma aura de esplendor de santidade, sabedoria e conhecimento”, noutras palavras, S. João de Ávila.

Através das apaixonadas palavras do Apóstolo da Andaluzia, iluminado e movido pela graça de Deus, João de Deus “converteu-se” de uma maneira tão excecional e ruidosa, momento descrito por Castro de maneira muito completa, que foi encerrado como louco no Real Hospital de Granada, onde permaneceu por pouco mais de três meses.

Qual o significado desta “conversão” de João a que se refere o seu primeiro biógrafo no título do sexto capítulo da "história", onde delibera sobre "o que tinha acontecido a João de Deus até ao momento da sua última conversão”?

Com efeito, ele não está a lidar com a primeira conversão - do pecado à graça -, nem com a segunda - da purificação à vida iluminada -, mas com a terceira e última: da vida iluminada à vida como um todo unificado.

O significado da “loucura” de João de Deus foi explicado pelo mesmo Castro, que afirmou “a sua enfermidade” foi “nada mais do que a bênção do amor de Jesus Cristo”. S. João de Ávila conhecia bem a causa da doença e da loucura de João.

Através do seu grande amor e desejo de se assemelhar a Jesus crucificado, desde a primeira conversa com o Mestre Ávila, escolhido então como pai e guia espiritual, João “renovou a sua força desprezando-se, mortificando o corpo; queria ser considerado por todos como louco, degradado, merecedor de desprezo e desonra, a fim de servir e agradar a Jesus Cristo.»

(in: Russoto. G. 1992. Saint John of God and his Hospitaller Order. Vol. 1. Publications Office, HH, Dublin.).