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O carisma da Hospitalidade é o coração da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus. É um dom recebido e continuamente renovado, que dá forma à espiritualidade, orienta a missão e inspira o modo como cuidamos, acolhemos e nos relacionamos.

A espiritualidade hospitaleira não se vive à margem da realidade. Nasce do encontro com a fragilidade humana e transforma-se em gestos concretos de cuidado, presença e misericórdia.

O carisma da Hospitalidade

O carisma herdado de S. João de Deus é um dom que tem a sua origem em Deus e se concretiza na história. Pela ação do Espírito Santo, a Ordem participa de modo singular no amor misericordioso do Pai, deixando-se tocar pelo sofrimento humano e respondendo com proximidade e dedicação.

Este carisma gera atitudes de benevolência, disponibilidade e serviço. Torna possível anunciar e realizar o Reino entre os pobres e os doentes e faz com que, através da vida e da missão, se torne visível o cuidado especial de Deus pelos mais frágeis.

A Hospitalidade não é apenas uma resposta organizada à doença ou à exclusão. É uma forma de olhar a pessoa, de reconhecer a sua dignidade e de permanecer ao seu lado, especialmente quando a fragilidade se torna mais evidente.

Espiritualidade hospitaleira

A espiritualidade da Ordem nasce da experiência de S. João de Deus e desenvolve-se no seguimento de Jesus Cristo misericordioso. É uma espiritualidade encarnada, vivida no quotidiano do cuidado, na relação com os doentes, com os colaboradores e com as comunidades.

Esta espiritualidade alimenta-se da oração, da escuta da Palavra e da vida fraterna, mas encontra a sua expressão mais autêntica na prática da Hospitalidade. Cuidar do outro é, ao mesmo tempo, um ato humano e um caminho espiritual.

Na espiritualidade hospitaleira, não se separa a fé da ação. O cuidado do corpo, da mente e do espírito fazem parte de uma mesma resposta ao sofrimento.

São João de Deus, fonte e inspiração

A vida de S. João de Deus continua a ser a principal referência espiritual da Ordem. O seu percurso de conversão, marcado pela escuta, pela coragem e pela entrega radical aos pobres e doentes, permanece atual. S. João de Deus ensina que a Hospitalidade nasce quando se deixa o coração tocar pela dor do outro. A sua experiência recorda que cuidar exige proximidade, criatividade e confiança em Deus, mesmo quando os caminhos parecem incertos.
Seguir S. João de Deus é escolher uma espiritualidade que se vive no meio da cidade, nas ruas, nos hospitais e nas casas onde a vida se fragiliza.

Saber mais sobre o Fundador

Santos e Beatos Hospitaleiros

Ao longo da história, a Ordem reconhece em vários Irmãos testemunhas fiéis do carisma da Hospitalidade. A sua santidade não se constrói em gestos extraordinários, mas numa entrega quotidiana, perseverante e discreta.

Os Santos e Beatos Hospitaleiros recordam que a Hospitalidade é um caminho possível em todas as épocas e contextos. Através das suas vidas, a Ordem contempla diferentes formas de viver o cuidado, a fidelidade e a misericórdia.

S. João Grande

Celebra-se a 3 de junho

São João Grande nasceu em Carmona, na província de Sevilha, a 6 de março de 1546, filho de Cristóbal Grande e Isabel Román. Em 1565 mudou-se para Jerez de la Frontera, onde iniciou um caminho de total entrega a Deus, adotando o nome de João Pecador. Foi aí que começou uma nova etapa da sua vida, dedicada de forma particular ao cuidado dos mais idosos e dos mais pobres.

Ao conhecer a obra de S. João de Deus em Granada, João Grande identificou-se profundamente com o seu espírito e decidiu unir-se à Ordem Hospitaleira. Acolheu as regras e procurou viver, no Hospital de Jerez de la Frontera, o mesmo estilo de cuidado, proximidade e dedicação que caracterizava o Fundador.

No ano de 1600, uma grave epidemia de peste atingiu a região e a cidade de Jerez. João Grande foi contagiado durante o serviço aos doentes, adoeceu a 26 de maio e faleceu a 3 de junho, no seu quarto do Hospital de Nossa Senhora da Candelária. Foi beatificado pelo Papa Pio IX a 13 de novembro de 1853 e canonizado por S. João Paulo II a 2 de junho de 1996.

A sua vida foi marcada por uma entrega total ao serviço de Deus, especialmente junto dos presos, dos pobres e dos doentes. A sua intensa atividade exterior estava profundamente enraizada numa vida de fé e de oração, pilares da sua espiritualidade. Viveu em plena dedicação à sua comunidade e ao seu hospital, dando também testemunho de humildade intelectual, ao reconhecer e valorizar o trabalho de outros quando percebeu que já realizavam aquilo que desejava implementar. 

S. Ricardo Pampuri

Celebra-se a 1 de maio

S. Ricardo Pampuri morreu jovem, com apenas 33 anos, mas deixou um testemunho luminoso de fidelidade aos valores humanos, profissionais e religiosos.

Nasceu em Trivolzio, Pavia, a 2 de agosto de 1897, com o nome de Hermínio Filipe Pampuri, décimo de onze filhos de Inocente Pampuri e Ângela Campari. Após a morte da mãe, aos três anos, foi viver para casa do avô, onde cresceu num ambiente profundamente marcado pelo espírito cristão, que moldou a sua sensibilidade humana e espiritual.

Foi um estudante exemplar e distinguiu-se nos estudos de Medicina na Universidade de Pavia, licenciando-se com nota máxima em julho de 1921. Já a exercer medicina em Morimondo, Milão, sentiu-se chamado à vida religiosa. Orientado pelo sacerdote Ricardo Beretta, entrou para a Ordem Hospitaleira a 22 de junho de 1927 e, ao tomar o hábito, escolheu o nome Ricardo como sinal de gratidão pelo acompanhamento recebido.

Na Ordem, foi docente no curso de enfermagem dos Irmãos e assumiu a responsabilidade do consultório de doenças dentárias. Destacava-se pela sua bondade, generosidade, simplicidade e profunda atenção aos pobres. Era um homem amável, modesto e disponível para todos.

Gravemente doente, foi internado na Casa de Saúde S. Giuseppe, em Milão, a 18 de abril. Muitos colegas e amigos o visitaram nesse período. A todos se despedia com serenidade, dizendo: “Até à vista, no paraíso”. Faleceu a 1 de maio de 1930. Foi beatificado em outubro de 1981 e canonizado por S. João Paulo II a 1 de novembro de 1989.

S. Bento Menni

Celebra-se a 24 de abril

S. Bento Menni nasceu em Milão, a 11 de março de 1841, com o nome Ângelo Ercole. Aos 16 anos iniciou uma promissora carreira num grande banco milanês, mas cedo sentiu que aquele caminho não correspondia ao sentido profundo que procurava para a sua vida. Cresceu nele o desejo de uma entrega total, na consagração e no serviço.

Movido pela vontade de viver uma solidariedade concreta, pediu admissão à Ordem Hospitaleira a 19 de abril de 1860, assumindo o nome de Bento Menni. Fez a sua profissão solene a 17 de maio de 1864 e foi ordenado sacerdote a 14 de outubro de 1866.

Enviado pelo Superior Geral, Padre Alfieri, e pelo Papa Pio IX, foi chamado a restaurar a Ordem em Espanha, missão que marcou profundamente a sua vida. A partir dessa restauração, deu também início à restauração da Ordem em Portugal, no final do século XIX, e posteriormente no México, no início do século XX.

S. Bento Menni fundou ainda a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, juntamente com Maria Josefa Recio e Maria Angustias Giménez, que conheceu em Granada durante o processo de restauração da Ordem.

Foi Superior Geral da Ordem entre 1911 e 1912. Ao longo da sua vida fundou 22 centros, entre asilos, hospitais gerais e hospitais psiquiátricos. Faleceu a 24 de abril de 1914, em Dinan, França. Foi beatificado em 1985 pelo Papa João Paulo II e canonizado a 21 de novembro de 1999.

A sua vida foi marcada por uma hospitalidade persistente, profundamente enraizada na fé e na ternura de Deus. Perante as injustiças respondeu com misericórdia, e perante as incertezas manteve uma confiança total em Deus. Foi pioneiro no cuidado integral da pessoa, colocando-a no centro da atenção, com especial dedicação às pessoas com doença mental. 

Beato Olaio Valdéz

Celebra-se a 12 de fevereiro

O Beato Olaio Valdéz, cujo nome era José Olaio Valdez, nasceu em Havana, Cuba, a 12 de fevereiro de 1820. A fama de santidade que o acompanhou ao longo da vida nasceu da sua simplicidade, justiça e generosidade, bem como de um amor ardente pelos mais frágeis. Foi um imitador fiel de S. João de Deus.

Entrou na Ordem Hospitaleira em 1834 e desenvolveu a sua missão no Hospital de S. João de Deus, em Camagüey. O seu serviço tornou-se particularmente exigente durante a Guerra dos Dez Anos em Cuba, entre 1868 e 1878, período marcado por grande instabilidade e sofrimento.

Faleceu a 7 de março de 1889. Foi beatificado a 29 de novembro de 2008, em Camagüey, numa cerimónia presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins. 

Beato Eustáquio Kugler

Celebra-se a 10 de junho

O Beato Eustáquio Kugler nasceu a 15 de janeiro de 1867, em Neuhaus, na Alemanha. Professou solenemente na Ordem Hospitaleira a 30 de outubro de 1898. A partir de 1905 exerceu funções de prior em diversas casas da Ordem.

Em 1925 foi eleito Provincial da Baviera, cargo que exerceu até 1946, atravessando um dos períodos mais difíceis da história europeia, durante o regime nazi. Nesse tempo, construiu o grande Hospital Geral da Ordem em Regensburg, inaugurado em 1929, que se tornaria sede da província e uma referência na região.

Um dos seus maiores sofrimentos foi assistir, sem poder impedir, ao transporte forçado de centenas de doentes, pessoas com deficiência e judeus dos centros da Ordem para instituições que eram, na realidade, campos de morte. Após a guerra, a Ordem declarou que cerca de 1.760 internados tinham sido retirados das suas casas e nunca mais encontrados.

Após o fim da guerra, no hospital que fora sequestrado pelas tropas americanas, Eustáquio Kugler faleceu a 10 de junho de 1946, rodeado de Irmãos e amigos. A força que o sustentou nas provas veio da oração, da adoração eucarística e da sua profunda devoção a Nossa Senhora. Foi beatificado a 4 de outubro de 2009, em Regensburg. 

Servo de Deus Padre Bento Manuel Nogueira

O Padre Bento Manuel Nogueira deu testemunho de uma grande santidade de vida, marcada por uma fé luminosa, uma esperança perseverante e uma caridade paciente junto das pessoas com doença mental. Foi também um homem de perdão, capaz de responder com misericórdia aos seus adversários políticos, vivendo como testemunha fiel de Cristo.

Uniu a assistência aos doentes ao trabalho na herdade, envolvendo pessoas em processo de reabilitação, e exerceu um ministério pastoral próximo do povo, construindo comunidades e erguendo três igrejas.

Destacou-se na catequese e numa evangelização ativa, envolvendo crianças, jovens, trabalhadores e adultos sob tutela. A sua capacidade de mobilizar cristãos e catecúmenos tornou-o suspeito após o fim do domínio colonial português, levando-o a ser perseguido, preso e considerado um fugitivo, apesar de não ter cometido qualquer crime.

Foi preso duas vezes e viveu sempre com coerência evangélica e esperança missionária, dando testemunho de fidelidade até ao fim.

Saiba mais em padrebentomanuelnogueira.pt

Mártires Hospitaleiros

Celebra-se a 25 de outubro

A 25 de outubro, a família hospitaleira celebra a Memória Litúrgica dos 95 Irmãos que morreram mártires durante a Guerra Civil de Espanha, em 1936.

Com o seu martírio, estes Irmãos deram testemunho de uma fé vivida até às últimas consequências. A palavra mártir significa testemunha, alguém que fala a partir da experiência vivida e não apenas do que ouviu ou aprendeu.

Os Mártires Hospitaleiros exerceram a Hospitalidade junto dos doentes segundo o estilo evangélico de Jesus, que cuida, cura e salva. A sua vida foi inteiramente marcada por gestos concretos de misericórdia e amor, com a certeza de que tudo o que é feito ao próximo é feito ao próprio Cristo.

Esta memória não pretende apenas recordar um acontecimento histórico, mas recordar que viver o carisma de S. João de Deus implica um testemunho profundo, humano e espiritual, que pode chegar à entrega total da própria vida por Cristo e pelos irmãos. 

Testemunhas da Hospitalidade hoje

O carisma da Hospitalidade continua vivo nas comunidades, nas obras e nas pessoas que, hoje, dão corpo à missão da Ordem. Irmãos, Colaboradores, voluntários e benfeitores tornam-se testemunhas quando vivem o cuidado com competência, respeito e espírito de serviço.

Num mundo marcado por novas formas de sofrimento, exclusão e solidão, a Hospitalidade é chamada a renovar-se e a expandir-se, mantendo-se fiel à sua origem e aberta aos desafios do presente.

Viver a Hospitalidade hoje é escutar, discernir e responder com criatividade às necessidades das pessoas, sem perder a centralidade da pessoa e a dimensão espiritual do cuidado.

O carisma e a espiritualidade da Ordem Hospitaleira não pertencem apenas à sua história. São um dom confiado ao presente e ao futuro.

Cuidar, acolher e servir continuam a ser caminhos de encontro com Deus e com os irmãos. A Hospitalidade cresce sempre que alguém se deixa tocar pela fragilidade do outro e responde com amor, responsabilidade e esperança.

Identidade e Missão

A identidade e a missão da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus nascem da mesma fonte: o carisma da Hospitalidade. Não são conceitos separados, nem realidades abstratas. São um modo concreto de viver, de servir e de responder ao sofrimento humano, seguindo o estilo de S. João de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo.

Documentos Institucionais

Descubra todos os documentos da Ordem Hospitaleira, reunidos num só espaço.